Publicado em: segunda-feira, 21/11/2011

Índios reforçam acampamento após morte de cacique

O ataque de homens armados ao cacique Nísio Gomes foi destaque em noticiários nacionais e também internacionais. Neste sábado, dia 19 de novembro, aproximadamente 70 índios guarani-caiová deram reforço no acampamento, em Mato Grosso do Sul, onde o líder indígena foi morto na sexta-feira.

O cacique Nísio Gomes, de 59 anos, foi morto a tiros. Seu corpo foi levado pelos pistoleiros em uma caminhonete e continua desaparecido. O acampamento indígena possui agora 120 pessoa e está localizado em uma fazenda de cana-de-açúcar e soja, entre as cidades de Ponta Porã e Amambai. Os indígenas dizem que é um território da tribo e que buscam ter a posse da terra que hoje é ocupada por fazendeiros.

A região foi inclusa pela Fundação Nacional do Índio (Funai) nos procedimentos e identificação de terras guaranis, que teve início em 2008 e ainda não foi finalizado. Os donos das fazendas que ocupam a região dizem que os documentos que possuem são legais. Segundo Flávio Vicente Machado, coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os indígenas que reforçaram o acampamento residiam em aldeias próximas e eram da mesma família que o cacique.

Os índios chegaram ao local de ônibus e dizem que foram intimados por caminhonetes que seguiam o veículo e tentaram impedir as vias de acesso ao local. Os indígenas, que estão sem nenhuma proteção especial, dizem que só sairão das terras se estiverem mortos. Eles relatam que existem outras pessoas desaparecidas, porém a Funai não confirma esta informação.