Publicado em: quarta-feira, 17/08/2011

Indianos manifestam apoio a ativista em greve de fome para pressionar aprovação da lei anticorrupção

Jovens ativistas da classe média, em sua maioria, realizam manifestações de apoio ao companheiro de protestos, Anna Hazare, que está detido em uma prisão de Nova Delhi desde terça-feira (16). As manifestações começaram para reivindicar cobranças pelas denúncias de corrupção no país. Hazare faz parte do movimento que segue os ensinamentos de Mahatma Gandhi, o qual pregava pela não violência. Com isso, Hazare repete a técnica da greve de fome usada por Gandhi, que lutou pela independência do país.

O motivo para justificar a prisão de Hazare foi justamente por ele ter se colocado à disposição das manifestações para começar uma greve de fome. Por uma questão de horas, o governo indiano garantiu a liberdade condicional de Hazare, mas este declarou que só aceitaria deixar a prisão se fosse autorizado a fazer a greve de fome. A partir disso, outros ativistas passaram a se reunir em frente à porta da prisão para manifestar apoio à causa de Hazare.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, declarou “admito que Anna Hazare possa estar inspirado por ideais elevados. No entanto, o caminho que ele escolheu para impor um projeto de lei ao Parlamento é totalmente equivocado, e carregado de graves consequências para a nossa democracia parlamentar.”

A decisão de Hazare em começar uma greve de fome representa a pressão que os manifestantes tentam impor ao governo para que seja criado um cargo mais poderoso do que o de ombudsman do governo. Esse seria um meio de incentivar a política anticorrupção e a lei que prevê tal cargo está tramitando no Parlamento.