Publicado em: segunda-feira, 28/04/2014

Impressoras 3D estão mudando a cara do mundo

Impressoras 3D estão mudando a cara do mundoNa África do Sul, especialmente na região de Gauteng uma história que se iniciou em 2011 com a chegada massiva das impressoras tridimensionais e uma ideia de ajudar o próximo, tem alterado a vida de centenas de pessoas. Foi a partir de um acidente de carpintaria a um continente de distante que Richard van As perdeu seus dedos enquanto trabalhava em alguns equipamentos para corte de madeira.

Ao chegar no hospital enquanto ele esperava o veredito dos médicos quanto a possibilidade de fixar novamente seus dedos cirurgicamente Richard apesar do medo já imaginava alternativas de como contornar o problema.

Sabendo que não seria possível a cirurgia de reconstrução de sua mão Richard logo foi para a internet investigar formas e modelos de próteses funcionais de dedos, mas ficou impressionado com os valores estrondosos que este tipo de equipamento exige. Foi neste momento que deparou com um trabalho de um artista plástico que estava trabalhando com efeitos mecânicos em Washington.

E foi ai que a história se desenvolveu acreditando no projeto logo a primeira prótese de uma mão funcional pode ser impressa em sua própria casa.

Dos primeiros ajustes até a versão final foram necessários alguns ajustes, mas logo o que seria apenas um projeto pessoal entre os dois se tornou uma proposta para o mundo. A companhia Robohand oferece modelos customizados de próteses funcionais através de diversas parcerias o projeto conta com o apoio de doações e já contabilizou mais de 200 próteses desenvolvidas em todo o mundo.

Segundo os fundadores o objetivo principal deste projeto é incentivar outras pessoas a se valerem das tecnologias cada vez mais acessíveis para ajudar o próximo, seja desenvolvendo softwares mais acessíveis ou imprimindo próteses em sua própria casa favorecendo algum conhecido ou necessitado.

Com um custo bastante inferior o projeto das Robohand já alcançaram inclusive pessoas em Gauteng na África do Sul, aonde foi criado um novo ponto de distribuição dos produtos, como também pessoas no Sudão já estão utilizando próteses a partir desta técnica.

O caso do sudanês Daniel um garoto que se abraçou a uma árvore para sobreviver a um ataque aéreo mas acabou perdendo seus braços pelos estilhaços de uma bomba é apenas um dos exemplos desta técnica que pode salvar a independência de pessoas por todo o planeta.