Publicado em: quinta-feira, 05/03/2015

Impostos sobre refrigerantes pode ser medida para reduzir açúcar

O consumo de açúcar vem sendo cada vez mais condenado pela comunidade médica e científica internacional. Para tentar diminuir o consumo da substância e fechar o cerco contra essa indústria, a Organização Mundial da Saúde pretende dar início a uma batalha com a industrial de alimentos e as multinacionais que exportam para o Brasil. De acordo com as novas recomendações da OMS, agora não pode ultrapassar de 10% a marca de açúcar consumida diariamente por cada pessoa. Qualquer coisa acima disso pode resultado em gravíssimos problemas de saúde.

Para a OMS, chegou o momento de os governos começarem a restringir a publicidade de refrigerantes e também alimentos processos que são voltados para o público infantil. Outra medida esperada pelo órgão é que os governos passem a aumentar o imposto sobre os produtos que contam com alto valor de açúcar em sua composição. A OMS também estuda sugerir que sejam reforçadas as leis que tratam da etiquetagem dos produtos, descrevendo detalhadamente qual é o volume de açúcar no produto. A organização ainda pede que governos e indústrias negociem de forma amigável a redução de açúcar nos alimentos processados e industrializados.Impostos sobre refrigerantes pode ser medida para reduzir açúcar

O organismo teria claros benefícios se houvesse uma dramática redução de açúcar, passando para apenas 25 gramas por dia. Na prática, isso significaria um limite total de 5% da energia que é consumida diariamente por uma criança ou adulto. A OMS não inclui em sua recomendação o consumo de legumes e frutas, sem contabilizar isso no consumo diário de açúcar, ou mesmo a quantidade dessa substância presente no leite. Para especialistas do setor, esse valor recomendado é apenas a respeito dos açucares adicionados industrialmente nos produtos. Para os governos, a proposta é resultado de um trabalho de mais de um ano, incluindo especialista da área de todo o mundo.

O diretor da OMS declarou que eles encontraram evidências indicando que manter o consumo de açúcar a menos de 10% do consumo diário de energia é o primeiro passo para reduzir os riscos de problemas dentários, sobrepeso e obesidade. A OMS defende que fazer mudanças políticas nessa área é fundamental para os governos conseguirem também alcançar as metas para redução de doenças.