Publicado em: segunda-feira, 03/06/2013

Idosos vivem com saúde pior

Idosos vivem com saúde piorA população idosa que vive em São Paulo vive mais tempo, porém as condições de saúde estão piores. Ao longo desta década, a incapacidade provocada por doenças aumentou 78,5% no que diz respeito aos homens. Entre as mulheres com mais de 60 anos este índice chega a 39,2%.

Entre os anos de 2000 até 2010, os idosos ganharam na média de dois anos no que diz respeio à estimativa de vida, mas o tempo de vida considerada saudável diminuiu três anos.

Os números são fruto de projeto desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública da USP e que é inédito. O estudo foi desenvolvido desde o ano 2000 com diversas gerações de pessoas acima dos 60 anos.

No período do estudo, a estimativa de vida da população masculina com idade entre 60 e 64 anos aumentou de 17,7 para os 19,7 anos. No entanto, neste mesmo tempo, a quantidade de anos em que as pessoas foram consideradas incapazes aumentou de 4,4 para os 7,2 anos. O aumento dos anos de incapacidade no que ser refere às mulheres desta mesma faixa etária também aumentou dos 9,4 para os 13,2 anos.

O lado positivo apontado pelo estudo da USP é que mesmo quando as pessoas já têm mais de 60 anos a prevenção ainda é fundamental para manter a qualidade de vida e evitar doenças, como por exemplo, praticando exercícios físicos e mantendo uma alimentação equilibrada.

Alessandro Campolina, médico geriatra e um dos autores do levantamento da USP, explica que os cuidados com prevenção devem ser incentivados não somente entre os jovens, mas também entre a população mais idosa.

Mas, não é só no Brasil que se registra esta disparidade entre aumento dos anos de vida e a vida considerada mais saudável. Estudo realizado entre os anos 1990 e 2010 pela Escola de Saúde Pública de Harvard verificou como está a saúde de pessoas que vivem em 187 países.

Conforme este levantamento, embora a estimativa de vida tenha crescido em cinco anos entre a população, a quantia de tempo de incapacidade também aumentou em, ao menos, um ano.

O professor Joshua Salomon, de Harvard, e um dos realizadores do levantamento, diz que saúde não é só prorrogar a morte. Mais do que isso, é viver com saúde.