Publicado em: sábado, 14/07/2012

Homens ainda têm preconceito e vergonha na hora de ir ao médico, diz levantamento

Homens ainda têm preconceito e vergonha na hora de ir ao médico, diz levantamentoUm levantamento que foi realizado com os pacientes que são atendidos no Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão mantido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e que fica localizado na zona sul da capital paulista, mostrou que o preconceito e a vergonha ainda são os principais motivos que fazem com que os homens não frequentem os consultórios médicos.

De acordo com o estudo, a cada mês pelo menos 1,5 mil homens, o que representa 60% do total dos pacientes, chegam para o atendimento com doenças com quadros considerados bastante avançados e que por conta disso precisam passar por um procedimento cirúrgico na tentativa de deter o problema, o que certamente não seria necessário caso a doença tivesse sido diagnosticada no início.

Boa parte dessas pessoas não sabia quais eram as suas reais condições de saúde e não deram atenção os primeiros sintomas que apontavam a presença da doença, o que fez com que a procura por atendimento especializado acontecesse tardiamente. Esse tipo de situação faz com que doenças comuns e que poderiam ser tratadas de forma rápida e fácil evoluam para um problema mais sério, fazendo com que o paciente corra riscos caso não passe por uma intervenção cirúrgica, em muitos casos.

Já o diagnóstico feito no início da doença, que pode ser feito através de consultas e exames regulares, faz com que os tratamentos tenham maiores chances de cura e sejam feitos de maneira mais simples e com uma recuperação rápida. Além disso, os gastos com a saúde nesses casos são bem menores do que quando a doença já está em um estágio avançado.

Por mais que tenha crescido o número de homens que procuram por exames e consultas de rotinas, há ainda uma parcela grande da população masculina que, por questões culturais, só procura ajuda médica quando estão com fortes dores e outros sintomas mais graves.