Publicado em: quarta-feira, 29/08/2012

Hanseníase – Números de casos de caem em São Paulo nos últimos 10 anos

Hanseníase - Números de casos de caem em São Paulo nos últimos 10 anosO número de casos de hanseníase registrados em todo o estado de São Paulo caíram nos últimos dez anos. De acordo com dados levantados pela Secretaria de Estado da Saúde, entre os anos de 2001 e 2011, os registros da doença abaixaram de 3 mil para 1.753. Esses números correspondem a uma redução de 41,5% nos casos. O estudo foi feito de acordo com as informações prestadas pela Divisão Técnica de Hanseníase do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado.

Ainda segundo o levantamento, o número de pessoas que passaram pelo tratamento da doença também diminuiu. Em 2001, o número de pacientes com a doença que estavam sendo tratados era de 5.378. Já em 2011, esse número era de 2.152 pessoas.

Para o governo de São Paulo, essa queda nos números de pessoas com a doença se dá por conta do diagnóstico feito precocemente e também pelo fato de os pacientes com a doença terem aceso ao tratamento integral com o medicamento poliquimioterapia, o PQT, que é distribuído de forma gratuita no Sistema Único de Saúde.

A hanseníase é uma doença contagiosa e que tem o seu tratamento variando entre seis meses a um ano. Ela é causada pelo bacilo de Hansen ou pela Mycobacterium leprae. A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente e que não está se tratando e acontecer através de gotas de saliva que são jogadas no ar toda vez que a pessoa contagiada espirra, tosse ou fala. O bacilo entra no corpo da pessoa pelas vias respiratórias e fica instalado na pele ou então nos nervos periféricos.

Os primeiros sintomas podem demorar até cinco anos para começarem a aparecer. São eles: manchas e caroços que podem ser avermelhados ou esbranquiçados e pedaços da pele que mesmo sem manchas não apresentam sensibilidade ou dor. Se não for tratada, a hanseníase pode fazer cm que surjam incapacidades ou que o corpo do paciente fique deformado.