Publicado em: terça-feira, 24/01/2012

Haddad comenta falhas no ensino médio durante sua atuação

O ministro da educação, Fernando Haddad, admoniste nesta segunda-feira 923) os problemas que enfrentou no cargo e disse que não conseguiu trabalhar como gostaria, especialmente na educação oferecida nas áreas rurais e o acesso de jovens estudantes ao ensino médio.

“Algo que gostaria de ter feito mais seria na educação no campo, a pescadores, quilombolas, indígenas e população ribeirinha”, comentou o ministro. Nesta população, o índice de analfabetismo é de 9%.

Haddad que ocupou o cargo no Ministério há quase sete anos está deixando a posição para concorrer a prefeitura de São Paulo as eleições municipais de 2012. Ele comentou que desde 2009 o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem enfrentado problemas “pontuais”.

O ministro ainda comentou que o número de estudantes matriculados no ensino médio também é insuficiente. De acorro com o IBGE, menos da metade dos jovens com 19 anos concluíram o ensino. “A partir dos 15 anos, a matrícula não é obrigatória. A obrigatoriedade só entra em vigor em 2016. A prioridade desse jovem é o mercado de trabalho”, comentou

Em contra partida, Haddad comentou que durante a sua gestão, o ministério conseguiu entregar 124 campus universitários distribuídos nas universidade federais, 552 polos de educação a distancia e mais de 200 escolas técnicas. O número de matriculas oferecidas no ensino superior saltou de milhões para 6,5 milhões.