Publicado em: quinta-feira, 15/08/2013

Hackers invadem sistema de prestadora de serviços no Mato Grosso do Sul

Hackers invadem sistema de prestadora de serviços no Mato Grosso do SulUma prestadora de serviços que fica localizada no Mato Grosso do Sul informou que foi vítima do um golpe que é conhecido como “golpe do boleto bancário” e suspeita que hackers tenham invadido o sistema da prestadora, este é o segundo caso com as mesma características ocorridos na cidade e ambos já estão sendo investigados pela Polícia Civil do município.

Segundo Márcio Messias assessor jurídico da empresa de informática que tem sua sede localizada em Campo Grande no final do mês de julho, como de costume, uma funcionária acessou os sites de gestoras de dois serviços que eram diferentes e solicitou boletos para pagamentos, os quais foram emitidos sem nenhuma irregularidade e posteriormente foram devidamente pagos.

De acordo com Márcio, um desses pagamentos era referente ao vale-transporte dos trabalhadores e o outro referente ao pagamento de vale alimentação, passados dois dias um funcionário disse que não possuía créditos no cartão de transporte para pagamento da passagem de ônibus, conta, somente após a declaração desse funcionário empresa constatou que nenhum dos pagamentos realizados havia caído nas contas certas.

Márcio conta que após ser constatado o erro a empresa fez uma análise minuciosa em seus computadores e eles não indicaram nenhum problema a suspeita então é de que houve uma invasão no sistema das emitentes dos boletos, a empresa entendeu que o sistema teve um ataque de hackers.

O advogado, diz que o prejuízo causado foi de R$ 22 mil, o caso foi relatado à Polícia Civil no começo deste mês e as investigações seguem juntamente com as de outro caso semelhante, que já estava em processo de investigação.

Valmir de Moura Fé, que é o delegado responsável pela investigação dos casos, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações (Dedfaz) relata que esse golpes ocorrem com a invasão dos sistemas, e logo após eles trocam os números presentes no código de barras dos boletos, isso possibilita que o dinheiro seja destinado para outras contas, para Valmir existe a participação de hackers em ambos os casos.

Segundo o delegado o valor pago pela empresa de Campo Grande teve como destino o cofre de uma pessoa jurídica localizada em Manaus, que de acordo com o advogado da empresa apurou, esta conta se encontra bloqueada, porém com saldo positivo.

Os casos estão sendo investigados e até este momento nenhum suspeito foi encontrado.