Publicado em: segunda-feira, 02/06/2014

Hacker vaza supostos documentos do Itamaraty

Hacker vaza supostos documentos do ItamaratyUma pasta contendo cerca de 400 arquivos, entre informes sigilosos e telegramas, teria vazado do Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores ainda não confirmou a veracidade da notícias. Mesmo assim, vai impedir possíveis ataques que venham a acontecer. A pasta contem informe internos e documentos de órgãos internacionais.

Os documentos teriam sido publicados na internet após a ação de hackers no sistema de comunicação interna do Ministério das Relações Exteriores. O vazamento em formato digital teriam sido publicados na última sexta-feira, dia 30 de maio. O link teria sido compartilhado nas redes sociais por um grupo chamado “Anonymous”.

Entre os arquivos, há relatórios de orientações para a entrada do secretário de Estado norte-americano John Kerry no Brasil. Além disso, também consta a negociação do Brasil para não haver mais armas nucleares e a lista dos ministros estrangeiros que estarão no país no período da Copa do Mundo com os jogos que cada um irá assistir.

O Ministério se manifestou através da assessoria de imprensa dizendo que não confirma a autenticidade dos documentos divulgados porque os arquivos estão passíveis de edição. Além disso, o órgão estaria tomando medidas para evitar os ataques dos hackers na rede de comunicações.

Os documentos têm data a partir do ano de 2008 e possuem linguagem e códigos específicos de comunicações diplomáticas. Neles, constam também informações sobre a política externa do Brasil. Há partes sobre denúncias de espionagem norte-americana, que também foram um verdadeiro escândalo. Há também dados sobre uma reunião de órgãos do governo com consulados para a chegada de autoridades e torcedores estrangeiros no aeroporto do Rio de Janeiro.

A invasão do sistema aconteceu na semana passada e o sistema foi tirado do ar para a mudança de senhas. O órgão solicitou investigações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal. Os danos ao Ministério estão sob averiguação da Divisão de Informática da pasta.