Publicado em: quinta-feira, 19/02/2015

Guiné vai receber US$ 5 milhões para áreas mais atingidas pelo ebola

A FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e o Banco Mundial devem em breve lançar uma iniciativa no valor de US$ 5 milhões para conseguir oferecer ajuda às comunidades na Guiné Conacri, no oeste da África, uma das regiões que mais vem sendo atingida pelo surto do ebola. De acordo com a agência da ONU, irão receber treinamento sobre a prevenção da transmissão do vírus milhares de pessoas que estão vivendo nas áreas rurais mais afetadas pelo surto dessa doença que vem se mostrando fatal no continente africano.

Outra proposta com o incentivo é apoiar a população e estimular a produção de alimentos como forma de geração de renda. Bukar Tijani, que é o diretor-geral assistente da FAO informou que esses fundos são fundamentais para a criação de resiliência nas comunidades rurais que estavam vivendo atualmente uma crônica situação de insegurança alimentar. De acordo com ele, o problema teria piorada com as interrupções causadas na produção agrícola e de alimentos com o surto da doença vitimando a mão de obra.Guiné vai receber US$ 5 milhões para áreas mais atingidas pelo ebola

Somente depois de seis meses é que o governo da Libéria reabriu as escolas do país. Helen Clark, a chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, informou que o país está saindo de um período muito traumático. Ela ainda informou que as comunidade liberianas e o governo estão trabalhando em conjunto, contando com o apoio de parceiros internacionais, mostrando que o país tem uma força e coragem incrível para garantir o combate à doença. Clark ainda afirmou que ninguém ficará satisfeito até que mais nenhum caso seja registrado em qualquer um dos três países mais afetados, Serra Leoa, Libéria e Guiné Conacri.

Clark ainda lembra que nesse momento, a mensagem mais importante é que a solidariedade internacional que a Libéria bem recebendo não deve acabar quando a fase de emergência chegar ao fim, mas será contínua para um processo de recuperação total desse momento de crise. Após a visita a Libéria, Clark ainda se reuniu com um grupo de mulheres, que trabalham como mototáxis, transportando pessoas para a capital.