Publicado em: terça-feira, 15/01/2013

Grupo que PF investiga tentou receber R$ 48 mi do Banco do Brasil com ajuda de Rosemary

Grupo que PF investiga tentou receber R$ 48 mi do Banco do Brasil com ajuda de RosemaryA ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, utilizou contatos junto ao Banco do Brasil (BB) para que tentasse ter crédito no valor de R$ 48 milhões para empresa que estava ligada junto ao grupo que a Polícia Federal vem investigando.

Rose conseguiu que fosse agendada uma reunião entre o empresário e um vice-presidente do banco, porém o negócio não conseguiu prosperar. E como recompensa, ela ganhou um cruzeiro com a dupla sertaneja Bruno e Marrone, conforme aponta acusação feita pela procuradora Suzana Fairbanks.

O grupo Formitex que tinha interesse no financiamento tinha uma linha para crédito no BB no valor de R$ 85 milhões, conforme aponta e-mails que a Operação Porto Seguro interceptou. O sogro do empresário Carlos César Floriano, que foi preso na operação é dono do grupo.

O lobby em favor da empresa está em um e-mail do ex-diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Vieira para Rosemary durante o mês de março de 2009. Vieira é acusado de ter comandado o grupo que realizava a venda de pareceres dos órgãos do governo. Ele pede neste que e-mail que Rose marque uma reunião entre Floriano e Ricardo Flores, que era vice-presidente de governo do banco naquele período.

Aproximadamente um mês depois desta mensagem, Flores virou vice-presidente de crédito do Banco do Brasil, o que Vieira comemorou em um diálogo que a PF interceptou.

Flores que atualmente preside a Brasilprev, afirmou que nunca realizou lobby para a Formitex. Conforme ele, as operações para crédito tiveram análises de maneira técnica por pessoas colegiadas na relação em que não participava nem podia decidir de maneira individual.

O Banco do Brasil afirma que o crédito passou por discussão discutido, mas não houve aprovação. Conforme aponta Celso Vilardi, advogado de Rosemary, marcar reuniões era uma atribuição do cargo dela. Já em relação ao cruzeiro, Vilardi diz que demonstrará durante o processo que esta acusação é improcedente. Os advogados de Floriano e de Vieira não fizeram comentários.