Publicado em: quarta-feira, 05/09/2012

Grupo hacker alega possuir dados de 12 milhões de usuários Apple

Grupo hacker alega possuir dados de 12 milhões de usuários AppleO AntiSec, um conhecido grupo hacker, afirmou na tarde de ontem, terça feira (04), possuir em mãos várias identificações de aparelhos e dados pessoais de 12 milhões de usuários da empresa e produtos da maçã, a Apple. Os dados teriam sido roubados de um sistema do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

Isso porque, de acordo com os hackers, a polícia estaria rastreando usuários de dispositivos móveis da Apple, como o iPhone, por exemplo. O AntiSec é ligado ao grupo mais popular Anonymous e divulgou esta ação em uma conta do Twitter. Como forma de confirmar o que estavam divulgando, o grupo chegou a publicar dados de aproximadamente um milhão de usuários.

Uma página em um site americano foi divulgado, juntamente com os links que permitem acesso aos dados, um texto bastante extenso de crítica a polícia americana e também outras instituições do governo. Os integrantes do grupo defendem personalidades como Julian Assange, as cantoras russas do Pussy Riot que estão presas e o soldado Manning, responsável por oferecer muitas informações confidenciais ao WikiLeaks.

Ao comentarem sobre esta primeira amostra de dados divulgada, o grupo ainda chegou a mostrar consciência e cuidado com os usuários, afirmando terem excluídos informações mais pessoais, como endereços, nomes completos e números de celular, indica o texto.

O grupo ainda descreve em detalhes de que forma o AntiSec teria roubado estas informações do FBI, afirmando que durante a segunda semana de março deste ano, um notebook usado pelo agente especial e supervisor Christopher K. Stangl teria sido invadido, se aproveitando de uma simples vulnerabilidade do Java.

O relato indica ainda que alguns arquivos foram baixados e que um deles era o que continha a lista com a identificação de 12 milhões de usuários dos dispositivos móveis da empresa da maçã. A carta afirma que os dados no arquivo incluíam ainda o identificador do dispositivo, nomes dos usuários, endereços e outros dados. O que a AntiSec faz agora é questionar o FBI quanto a posse deste dados.