Publicado em: segunda-feira, 17/03/2014

Grupo de privacidade quer investigação sobre como Facebook usará o WhatsApp

Grupo de privacidade quer investigação sobre como Facebook usará o WhatsAppA compra do WhatsApp pelo Facebook ainda dá o que falar, desta vez, uma organização dos Estados Unidos afirmou que a enviou uma solicitação ao governo norte-americano, a fim de investir a aquisição de Mark Zuckemberg. Sendo um dos maiores grupos de privacidade norte-americano, o Epic (Centro de Informação da Privacidade Eletrônica) pretende descobrir o que mudará no aplicativo de mensagens instantâneas após a compra.

De acordo com o texto enviado à Casa Branca, o Epic alega que o WhatsApp tinha um política de não coletar as informações dos usuários, tal como não fazer anúncios na rede social, e receiam que a política da empresa mude após o negócio bilionário com Zuckemberg. Além disso, o que preocupa o grupo de privacidade é o fato de que as conversas entre as pessoas poderiam vazar ou se não, ser alvos de espionagem.

Sendo assim, o Epic afirma que o Facebook violará as políticas da empresa que vinham sendo seguidas há quatro anos pelo WhatsApp e que podem mudar com a anexação ao Facebook. O grupo espera que o FTC investigue a legitimidade de compra e os rumos que o aplicativo tomará a partir de agora.

O grupo de privacidade espera que o FTC não apenas investigue, mas faça com que o Facebook não faça nenhuma alteração no WhatsApp e não colete os dados dos usuários.

Em fevereiro quando Mark Zuckemberg anunciou a compra do WhatsApp, ele assegurou que não haveria mudança na forma operacional do aplicativo, no entanto, não descartou algumas modificações no valor da anuidade e anúncios. A compra do aplicativo pelo Facebook foi o maior negócio da história, Mark desembolsará 16 bilhões de dólares, sendo 4 deles em dinheiro e 12 em ações do Facebook aos acionistas da empresa. Além disso, ao longo dos próximos quatro anos, a rede social pagará 3 bilhões aos fundadores do aplicativo.