Publicado em: quinta-feira, 12/07/2012

Gripe A – Vacina acaba na rede privada de Curitiba

No Paraná, os centros de vacinação privados sofrem com a escassez da vacina contra a gripe A, causada pelo vírus H1N1. Das oito clínicas consultadas em uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal Gazeta do Povo em Curitiba, apenas uma delas mantinha estoque do produto.

A maioria dos centros de vacinação revelou problemas com relação ao abastecimento, e o aumento da procura depois que mais casos da doença foram confirmados no estado. Até o início desta semana, os casos confirmados de gripe A no Paraná eram de 588. Destas, 207 haviam contraído a doença somente na semana passada – o que indica um aumento de 54% com relação à semana anterior.

Enquanto uma das clínicas consultadas pela reportagem da Gazeta do Povo arriscou dar uma previsão de recebimento de um novo lote da vacina, algumas clínicas já admitiram que talvez não tenham mais vacinas em 2012. Outras esperam ter uma previsão de recebimento durante as próximas semanas.

A única clínica consultada que ainda tem vacinas disponíveis – a Clínica de Imunizações – tem filiais em Foz do Iguaçu e Cascavel, e relata que mais do que dobrou a média diária de atendimentos depois que a gripe A apareceu este ano. A técnica da clínica Jamilla de Almeida diz que são vacinadas em média 60 pessoas todos os dias, e que há dias em que a clínica atende mais de 100 pessoas.

Fornecimento

Os fornecedores também alegaram falta do produto, por conta do aumento significativo da demanda. Uma das empresas que fornece a vacina da gripe A no setor privado disse que o aumento da procura deste ano com relação ao ano passado foi de 30%.

Rede pública

Na rede pública, a vacina ainda existe, embora a Secretaria de Saúde do estado admita que este número também é pequeno. A Secretaria diz que é porque grande parte dos considerados grupos de risco (gestantes, idosos a partir dos 60 anos, crianças entre 6 meses e 2 anos, indígenas e profissionais de saúde) já foram vacinados.

Até agora, a Secretaria alegou que foram vacinadas 1,9 milhão de pessoas no estado, e que os estoques que sobraram nos postos de saúde públicos são destinados, basicamente, para atender gestantes e novas gestantes.