Publicado em: quinta-feira, 05/07/2012

Gripe A – Faltam vacinas no Paraná

No Paraná, centros privados de vacinação tem sofrido com dificuldades para dar conta da demanda da vacina contra a gripe H1N1 (também chamada de gripe A ou gripe suína) nas últimas semanas. Isto aconteceu porque, com a chegada do inverno, o número de casos aumentou muito e assustou os cidadãos, que procuraram se proteger tomando a vacina.

A maioria dos postos particulares de vacinação em Curitiba e nas principais cidades do interior já não possuem mais doses para oferecer aos eu procuram, e alegam que isto acontece devido a dificuldades de negociação com o fornecedor.

Dados

Até agora, foram registrados 381 casos confirmados da doença no estado, com 14 mortes. Vale lembrar que muitos pacientes estão sendo medicados em postos de saúde antes mesmo de terem o diagnóstico comprovado da gripe A. Isto acontece porque o diagnóstico demora cerca de dois dias para ficar pronto – período após o qual o remédio não teria mais função no organismo.

Entre as vítimas de gripe A no estado, a maioria tinha entre 20 e 49 anos – considerados grupo de risco. Já entre quem pegou a doença mas sobreviveu, a maioria está na faixa etária dos 50 a 59 anos. Quem divulgou esses dados foi o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde.

Com relação a distribuição dos óbitos que ocorreram no período analisado, grande parte se concentra na grande Curitiba e no litoral do estado, e também na região de Ponta Grossa. Para chegar a estas conclusões, os números são obtidos com base nos exames laboratoriais dos pacientes internados e por amostragem.

Rede pública

Não são só os postos de vacinação particulares que vem sofrendo com a escassez da vacina contra a gripe A. A rede pública também vem apresentando uma quantidade reduzida de vacinas. A Secretaria Municipal de Curitiba, por exemplo, chegou a registrar falta do produto na semana passada, mas a situação foi resolvida na quinta-feira, com o recebimento de 13 mil doses.

De acordo com responsáveis do Estado, porém, ainda há falta de vacinas em alguns casos. A prioridade para receber a vacina gratuitamente é para os idosos com mais de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos, que devem tomar duas doses, gestantes em qualquer fase da gravidez, povos indígenas, trabalhadores da saúde e demais envolvidos na atenção a pessoas contaminadas com a gripe.