Publicado em: sábado, 14/07/2012

Gripe A – Cerca de 50% dos mortos em Santa Catarina teve retardo no tratamento

Depois de uma análise feita pelos técnicos do ministério da saúde nas 28 primeiras mortes de 52 mortes, a conclusão é que eles tiveram acesso tardio ao medicamento antiviral oseltamivir. Segundo eles, metade dos 28 pacientes que morreram em Santa Catarina com a influenza A (H1N1) teve acesso tardio aos remédios, ou seja, passaram a tomar após cinco dias do início dos sintomas. Essa conclusão faz parte de ma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que foi divulgada hoje. Segundo dados, a eficácia do medicamento é maior se ingerido nas primeiras 48 horas desde que são percebidos os primeiros sintomas. Segundo Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, agora é possível dizer com mais certeza que o tratamento adequado não está ocorrendo em todos os lugares. Segundo ele, os próprios profissionais da área da saúde precisam prescrever e fornecer o medicamento especializado. Além disso, outro dado sobre os pacientes que morreram indica que todos eles procuraram tratamento médico mais de uma vez antes da internação. Um dos problemas que ocorreu foi a presença de outras doenças no diagnóstico, como por exemplo, cardiopatias, pneumopatias, obesidade e diabetes. Para a pesquisa, técnicos visitaram as famílias e obtiveram informações adicionais.

Médicos devem prescrever o Tamiflu mesmo antes da confirmação dos exames

Com o agravamento da doença, os médicos estão sendo treinados e orientados para prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem sintomas de gripe. Isso deve ocorrer mesmo que os resultados dos exames ainda não tenham saído. Trata-se, por exemplo, dos seguintes sintomas: febre, dor de garganta, tosse, dor de cabeça e também dor muscular. Agora o Tamiflu também está sendo comercializado nas farmácias por meio de receitas simples. Além disso, o medicamento também está disponível nas unidades públicas de saúde.