Publicado em: terça-feira, 11/09/2012

Greve Universidades Federais – 14 universidades continuam em greve

Greve Universidades Federais - 14 universidades continuam em greveA paralisação das instituições federais no Brasil completa 118 dias nesta terça-feira (11). Depois de tantos dias em greve, muitas universidades aceitaram a proposta do governo e retomaram às atividades. Entretanto, 14 ainda resistem ao fim da paralisação. 18 universidades federais que decidiram pela permanência da paralisação têm previsão de retorno às atividades para dia 17 de setembro.

A decisão pela continuidade da greve das 14 instituições se deve ao fato do governo ter endurecido às negociações. Desde o dia 31 de agosto o governo federal não se manifesta mais em relação a paralisação dos docentes. Esse foi a data limite dada pelo governo para as instituições federais aceitarem a proposta e retornarem as atividades.

A greve que iniciou no dia 17 de maio, contou com a adesão de 56 de um total de 59 instituições, inclusive institutos federais e centros federais de educação tecnológica. Hoje, apenas algumas das universidades que pertencem ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) ainda estão paralisadas.

Nessa semana, retomaram às aulas as universidades federais de Alfenas (Unifal), do ABC (UFABC) e da Fronteira Sul (UFFS). Conforme as previsões do Andes, novas rodadas de assembléias gerais estão previstas para esta semana.
Conforme o Sindicato, ainda permanecem paralisadas e sem nenhuma previsão de retorno as universidades federais de Pelotas (Ufpel), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), de Mato Grosso (UFMT), de Ouro Preto (Ufop), de Viçosa (UFV), do Pará (UFPA), do Paraná (UFPR), Amazonas (Ufam), de Uberlândia (UFU), de Itajubá (Unifei), de Santa Maria (UFSM), de Alagoas (Ufal), do Rio Grande (FURG) e de Sergipe (UFS).

Os professores federais ligados ao Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa parte dos docentes, optaram pelo fim da greve no último dia de prazo dado pelo governo para aceitar a proposta, 31 de agosto. A proposta aceita prevê um aumento salarial que varia entre 25% e 40%.

De acordo com informações do Ministério da Educação (MEC) ainda há campus de institutos federais paralisados. Como é o caso de Mato Grosso, Roraima, Paraíba, Alagoas, Minas Gerais, Tocantins, Piauí e Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). O Instituto Federal do Rio Grande do Norte é o único que está completamente sem atividades.