Publicado em: quinta-feira, 27/02/2014

Greve em Curitiba: Motoristas e cobradores concordam com proposta do TRT, que vai consultar empresários

Greve de Motoristas e cobradores concordam com proposta do TRT em CuritibaA greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba entrou no segundo dia com ausência de diálogo entre grevistas e empresários, descumprimento de decisão judicial e pouca expectativa de resolução ainda nesta quinta-feira (27).

Os ônibus voltaram a circular parcialmente, porém apenas 30% da frota estava nas ruas. A multa por descumprimento da decisão judicial que obriga a 40% dos veículos operarem normalmente, no mínimo, foi aumentada de R$ 10 mil para R$ 100 mil. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT) fez uma proposta para encerrar a greve.

A oferta é que ambas as funções recebam 10,5% de aumento real, o que está abaixo da pedida inicial da categoria (16% para motoristas e 22% para cobradores), mas agradou a classe. O acordo ainda prevê abono salarial de R$ 300 em duas parcelas, e aumento de R$ 100 no cartão alimentação, passando a R$ 400.

Uma conversa com os representantes dos empresários está sendo marcada para saber se haverá um acordo entre as partes. A proposta inicial era de 5,2%, seguindo a inflação acumulada dos últimos 12 meses. Por enquanto, as conversações só acontecerão sob intermédio do TRT.

Paralisação encomendada

Uma denúncia veiculada em um canal de televisão de Curitiba, realizada por um motorista, afirma que a greve geral teria sido articulada pelos próprios empresários, que teriam dado ordem para que nenhum ônibus saísse das garagens. O denunciante afirmou que parte do movimento é legítimo, mas os empresários têm interesse na greve visando um aumento no valor das passagens.

A Prefeitura de Curitiba afirmou que vai acionar o Ministério Público para averiguar as acusações, e que se for comprovada a articulação dos empresários, pedirá a prisão dos presidentes dos sindicatos que representam trabalhadores e donos de empresas