Publicado em: quarta-feira, 15/02/2012

Greve em Curitiba: motorista e cobradores de ônibus continuam parados

Motoristas e colaboradores do transporte coletivo da cidade de Curitiba entraram em greve no início da semana, na noite de segunda feira (13). Os funcionários exigem respeito às escalas e melhores condições de trabalho, além de aumento do valor do vale alimentação, ao menos um domingo de folga e reajuste salarial de 40%.

Uma assembleia geral da categoria na Praça Rui Barbosa foi o cenário de decreto da paralisação. Mais de mil profissionais estiveram presentes e o serviço foi suspenso às 2h, sem previsão de retorno.

De acordo com a legislação, em caso de greve nos serviços que são considerados essenciais para a sociedade, pelos 30% dos trabalhadores precisam se manter em atividade. Entretanto, de acordo com Anderson Teixeira, presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), esta exigência mínima não poderá ser cumprida de imediato.

“Nós pedimos em ofício à Urbs quais seriam as linhas e quantos ônibus rodavam e esse ofício não chegou, então, fica difícil você falar vai rodar 30%. Trinta por cento seria que número?”, questionou. Ainda assim, Teixeira declarou que o Sindimoc iria tentar suprir a necessidade da população.

Uma decisão judicial emitida na madrugada de terça feira (14) determinou que o Sindimoc viabilizasse a circulação de 80% dos ônibus da frota de Curitiba nos horários de maior movimentação, das 6h às 9h e das 16h30 às 20h. A Rede Integrada de Transportes (RIT) de Curitiba conta com 1.915 ônibus. Em dias úteis, esses ônibus transportam mais de 2 milhões de passageiros. A Rede é responsável por atender a cidade de Curitiba e outras 13 da região Metropolitana.

Proposta rejeitada

Os motoristas e cobradores de Curitiba rejeitaram a proposta de reajuste de 8% do salário. Foi realizada uma reunião na noite de ontem (14), onde a proposta foi rejeitada e os trabalhadores decidiram manter a greve que vem afetando 100% do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana.

Entretanto, na reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ficou acordado que no dia de hoje (15), 70% da frota estará circulando nas ruas durantes os horários de pico e mais 50% durante o restante do dia.

Caso a categoria não sai a determinação do TRT, o Sindimoc precisará pagar uma multa diária de R$ 100 mil. Por volta das 11 horas de hoje, acontecerá uma nova reunião de conciliação no Tribunal.

Apesar de reivindicar inicialmente um reajuste salarial de 40%, o Sindimoc baixou a exigência para 10% mais tarde. Além do reajuste de 8%, o sindicato patronal também ofereceu um vale refeição de R$ 200.