Publicado em: segunda-feira, 18/06/2012

Greve dos professores federais não tem previsão de término e completa um mês

A greve dos professores universitários das instituições federais de ensino completou ontem um mês de duração e não tem data para terminar. Esta semana o Ministério do Planejamento deve negociar com os docentes uma proposta de plano de carreira. A apresentação, por parte do governo, deve ocorrer amanhã. No entanto, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) pretende continuar com a greve mesmo que a proposta repassada pelo governo seja boa para os professores. Segundo o primeiro-vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch, os professores esperam uma proposta concreta do governo para depois começar as negociações. Ele acrescentou ainda que o fim da greve não está pauta e a paralisação deve continuar.
Schuch acrescentou que mesmo com os transtornos que a greve causa para os alunos, a sociedade tem apoiado o movimento grevista. Segundo ele, a sociedade tem percebido que faltam ações de políticas públicas na área de educação.

Governo pede 20 dias, mas grevistas não concordam com a trégua

Na última semana o governo federal pediu um prazo de 20 dias para voltar às negociações, no entanto os grevistas não aceitaram. O pedido foi feito na última terça-feira (12), mas os professores preferiram continuar a greve. Sérgio Mendonça, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, havia ressaltado que no final dos 20 dias o governo se comprometia em apresentar uma proposta para melhorar a estrutura do plano de carreira dos docentes. Esta é a principal reivindicação dos sindicatos dos professores. O primeiro-vice-presidente da Andes considerou fora da realidade o pedido de 20 dias feito pelo governo, pois argumentou que os professores estão desde 2010 esperando uma proposta para negociação. A greve já atinge 55 instituições federais. Paralelamente, os servidores também entraram em greve e a paralisação deve atingir 40 mil servidores.