Publicado em: segunda-feira, 04/06/2012

Greve dos professores de instituições federais já conta com 48 universidades

A paralisação dos docentes de instituições de ensino federais está firme e forte. O movimento já atinge dois institutos de ensino tecnológico e mais quarenta e seis universidades federais. O levantamento é do Andes, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

O principal ponto levantado nas reivindicações da categoria é a realização de um plano de carreiras. A defesa do sindicato é que o modelo atual não possibilita uma evolução do professor satisfatória na carreira. Já são mais de quinze dias de paralisação.

O governo havia conseguido fechar um acordo com a categoria no ano passado, prevendo a revisão do plano de carreira para ano que vem e um aumento de 4% começando em março, além da incorporação das gratificações. Os dois últimos pontos já se concretizaram, enquanto o plano de carreira continua em suspense.

Retorno do governo

Na semana passada, uma reunião entre o comando de greve e o Ministério do Planejamento deveria por fim a negociação e greve, mas o próprio governo adiou o encontro. De acordo com o sindicato, nenhuma justificativa foi dada para o cancelamento. Já a assessoria do ministério informou que o ocorrido é decorrência de problemas de agenda, mas ainda será remarcado.

Aloizio Mercadante, o atual ministro da educação, solicitou a categoria que retomasse suas atividades. De acordo com ele, a demora nas negociações tem relação com a morte de Duvanier Costa, secretário executivo do ministério do planejamento, que atuava diretamente na negociação salarial com os professores.