Greve dos Correios sem previsão para término

O pedido de liminar feito pelos Correios para suspender imediatamente a greve dos funcionários da estatal foi negada pela ministra Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa entrou com dissídio coletivo no TST para tentar resolver a greve, que ocorre desde o dia 13, pelo meio judicial.

Está marcado para próxima terça-feira (4), ás 13 horas, uma audiência de conciliação entre os Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect). Essa audiência de conciliação é uma etapa obrigatória do dissídio coletivo para que as partes cheguem a um acordo.

A direção dos Correios acredita que a paralisação é abusiva, um “movimento atentatório à ordem pública”. A estatal pede que os sindicatos sejam multados diariamente em R$ 100 mil caso a paralisação não termine. Se o pedido não for acatado pela Justiça, os Correios querem que seja determinado que 70% dos empregados voltem ao trabalho.

Para a direção dos Correios, a greve tem “nítido conteúdo político-ideológico” e causa prejuízo a serviços de natureza social, como por exemplo, o pagamento de aposentadorias e entrega de remédios por via postal. A empresa alega já ter apresentado propostas que foram rejeitadas pelos sindicatos.

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