Publicado em: quinta-feira, 27/09/2012

Greve dos Correios – Negociação não consegue acordo para acabar com a paralisação

Greve dos Correios - Negociação não consegue acordo para acabar com a paralisação Representantes dos Correios e dos trabalhadores que estão em greve se reuniram nesta terça-feira, dia 25, para reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Esta foi a segunda rodada para negociações e não apresentou um acordo. Com isso, quem vai decidir a questão é o TST. Nesta quinta-feira está marca a reunião para discutir o dissídio coletivo, através de uma sessão extraordinária.

A greve começou no ultimo dia 11 e parte dos funcionários aderiu a ela. A estatal apresentou oferta de aumento salarial de 5,2%, cobrindo a inflação do ultimo anos, mas não apresentou aumento real. Esse reajuste valeria para os salários e benefícios, como cesta básica, auxílio-creche e vale-refeição. Com isso os Correios aumentariam seus gastos em R$ 425 milhões por ano.

A Fetect, que representa os funcionários não aceitou a oferta, já que a categoria está pedindo um reajuste de 43,7%, alegando que só com este valor poderiam ser compensadas as perdas da inflação nos últimos anos. Eles ainda pedem que aumento de R$ 200, como vale-alimentação de R$ 35 e que sejam contratados mais 30 mil funcionários.

Foi a Ministra Kátia Arruda, do Tribunal Superior do Trabalho quem medicou a negociação e quem sugeriu que o reajuste fosse de 5,2% mais o pagamento linear de R$ 80. Entretanto os Correios não aceitaram a oferta. Outras propostas foram discutidas com aumento de 6,87% a 8,5%, sem o aumento linear, mas nenhuma foi aceita.

Edson Dorta, secretário-geral da Fentect afirmou que a empresa estatal está agindo de forma intransigente, pois não quer negociar e não aceita nenhuma proposta. Diante disso, ele explicou que vai propor aumentar a greve a partir desta quarta-feira, a fim de fazer com que os Correios negociem.

Já o representante dos Correios, Jefferson Carús Guedes, vice-presidente jurídico da empresa, disse que foi feito todo o possível para conseguir um acordo com os trabalhadores, mas explicou que no momento a estatal não tem condições financeiras de atender aos pedidos do sindicato.