Publicado em: sexta-feira, 13/09/2013

Greve dos Correios: Funcionários aderem em cinco estados

Greve dos CorreiosOs trabalhadores da ECT, a Empresa de Correios e Telégrafos, concordaram entrar em uma greve por tempo indeterminado, que deve ser nacional, durante a votação em uma assembleia realizada na última quarta feira. De acordo com a representante de maior parte dos sindicatos que participam do movimento, a Federação Interestadual dos Sindicatos da ECT (Findect), funcionários dos Correios de oito diferentes estados decidiram cruzar os braços e aderir a paralisação da categoria em busca de melhorias e condições de trabalho.

A Findect considera na adesão os estados de São Paulo, incluindo regiões da capital, Grande São Paulo, São José do Rio Preto, Bauru e Vale do Rio Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rondônia, Tocantins, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Por outro lado, a ECT contabiliza apenas cinco estados parados pela greve geral por tempo indeterminado, sendo São Paulo, região metropolitana e Bauru, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Por volta das 14 horas da última quinta feira, 12 de setembro, a direção dos Correios esteve reunido com representantes dos sindicatos na tentativa de negociar as reivindicações da categoria. Ao total, a categoria dos funcionários dos Correios conta com 35 sindicatos em todo o país. Os outros estados contam com assembleia agendada para a próxima segunda, na tentativa de decidir se irão aderir a campanha nacional de greve, que tem previsão para inicial oficialmente no dia 17 de setembro.

No caso da adesão dos funcionários, os Correios já declararam terem colocado em prática uma séria de ações que vai garantir a entrega das correspondências e o atendimento de todas as agências no Brasil, para não interferir no serviço prestado ao consumidor. Entre estas medidas está a possibilidade de realização de horas extras, além de mutirões para a entrega de encomendas nos finais de semana e até mesmo algumas contratações temporárias.

Foi oferecido pelos Correios um reajuste de 5,27% sobre os salários e benefícios, enquanto a categoria pede por 47,8% sendo 7,13% de inflação, 15% de aumento real e 20% para repor as perdas do período do plano real. Eles ainda pedem aumento linear de R$ 200 e a manutenção do plano de saúde da categoria.