Publicado em: quarta-feira, 18/09/2013

Greve dos Bancários: Trabalhadores devem paralisar na quinta feira

Greve dos BancáriosDeve ter início amanhã uma greve geral convocada pelos bancários do Brasil. Eles estão convictos em manter a decisão de dar início a paralisação e mantê-la por tem indeterminado, no caso dos bancos não melhorarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela Fenaban, a Federação Nacional dos Bancos, de um reajuste de 6,1%. Ainda hoje, quinta feira, 18 de setembro, a categoria deve se reunir para defender novamente a paralisação prevista para amanhã.

A categoria está mobilizada sob a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), entidade que afirma representar 95% dos quase 500 mil bancários atuantes no país. As assembleias previstas em todo o Brasil para hoje estão disposta a referendar e defender a paralisação prevista para amanhã, principalmente por consideraram que a proposta de reajuste ofertada pela Fenaban parece mais uma provocação, conforme afirmou o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

O presidente da entidade ainda cordena o Comando Nacional dos Bancários e afirmou que a oferta feita pelos bancos apenas está repondo a inflação dos últimos 12 meses, mas ficando ainda muito distante dos 11,93% exigidos pela categoria nesta momento de negociações. O Contraf ainda informou que o indicativo de greve dos profissionais dos bancos foi aprovado pelos bancários em mais de 60 municípios e cidades e regiões, depois de realizada uma assembleia na noite de segunda feira, onde a proposta da Fenaban foi recusada.

Por conta desta rejeição, o Comando Nacional dos Bancários decidiu convocar a categoria para a greve geral, enquanto a Fenaban nega o aumento real e não considera na proposta as reivindicações dos bancários com relação a emprego, saúde e condições de trabalho, a participação nos lucros e resultados, segurança e igualdade de oportunidade, que são as outras questões contidas nas reivindicações do grupo de trabalhadores. Cordeiro ainda frisou que apresentar uma proposta definida muito aquém das reivindicações dos trabalhadores seria praticamente empurrá-los para a realização da greve geral.