Publicado em: sexta-feira, 11/04/2014

Greve de sindicalistas argentinos continua

Greve de sindicalistas argentinos continuaMetade dos estabelecimentos comerciais estão de portas fechadas. As centrais sindicais convocaram os trabalhadores para aderirem a greve. O motivo da manifestação é a revolta com a política econômica adotada pela presidência de Cristina Kirchner. Os setores que aderiram a greve são os sindicatos dos transportes públicos, serviços públicos e caminhoneiros.

Os trabalhadores querem aumento no salário e a redução do valor dos impostos que afetam a renda. Nos últimos doze meses, houve desvalorização de 35% da moeda do país, o peso argentino. Cerda de um milhão de pessoas estão paradas. A informação foi dada pelo secretário-geral de um dos sindicatos da área de dragagem.

Grupos radicais fizeram piquetes e impediram o trânsito em vários acessos à periferia de Buenos Aires. Além das interrupções nas ruas, os transportes públicos não tiveram atividade. A esquerda não aceitou fazer a interdição das vias.

Para chamar a atenção para a causa, 100 professores e estudantes se manifestaram com cartazes e bandeiras principalmente na avenida Córdoba, uma das movimentadas da capital, próximo à Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires.

Os estudantes afirmam que participar da greve e não assistir aula não é questão de perda de tempo. Houve confronto entre policiais e manifestantes com disparo de tiro de borracha, além de lançamento de pedra. Isso aconteceu na via Panamericana. Apesar da agressão, não foram registrados feridos.

As consequências da paralização dos funcionários da limpeza pública fez com que as ruas fossem tomadas por lixo. Há pouco movimento no comércio das maiores cidades da Argentina. O Sindicato dos Empregados do Comércio não aderiu à greve, por isso redes de supermercados e fast-food continuam em funcionamento.

O cenário da capital argentina está bastante diferente do habitual. A começar pelas estações ferroviárias, que estão vazios e sujos. Muitos policiais cuidam dessas áreas, principalmente do terminal de Retiro, que tem grande dimensão.

Há empresas de transportes que querem descontar o salário dos funcionários de acordo com a quantidade de dias que ficaram fora do trabalho. Não foi só o transporte rodoviário que está comprometido. O setor aéreo também está sendo afetado. Empresas como Gol e Tam precisaram cancelar alguns voos para Buenos Aires porque o aeroporto Jorge Newbery esteve fechado.