Publicado em: segunda-feira, 30/07/2012

Greve de servidores federais tem efeitos piores para comércio exterior e alunos

Greve de servidores federais tem efeitos piores para comércio exterior e alunosOs piores efeitos da greve de servidores públicos federais no Brasil ocorre na atividade econômica, principalmente no que diz respeito às importações e exportações, já que o número de funcionários dos portos está reduzido, trabalhando apenas com a capacidade mínima exigida pelo governo. Segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), 29 setores estão com as atividades paralisadas no país. Outra parcela da sociedade que sofre com a paralisação são os alunos das universidades públicas que não podem fazer matriculas e estão com notas e outras informações suspensas há cerca de dois meses, desde quando os servidores das universidades paralisaram as atividades.

Cidadão comum sofre menos com os efeitos da greve

O cidadão comum sofre menos com os efeitos da greve, já que não estão diretamente envolvidos com os funcionários que deixaram de trabalhar. Essa avaliação foi feita por entidades que estão apoiando o movimento grevista. Entre as paralisações que mais prejudicam a economia são as que envolvem os funcionários da Receita Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que possuem papel importante para a fiscalização e liberação das cargas que entram e saem dos portos e aeroportos de todo o país. Os funcionários da Receita Federal começaram a paralisação em 19 de junho e os da Anvisa no dia 16 de junho. O governo estima ainda que os insumos e produtos importados passem por lentidão nos próximos dias, já que a carga e descarga de produtos estão ocorrendo de forma mais lenta. Segundo Fábio Martins Faria, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está havendo retenção tanto das importações quanto das exportações. Um dos postos mais prejudicados no país está localizado em Uruguaiana (RS), na fronteira entre Brasil e Argentina.