Publicado em: terça-feira, 04/09/2012

Greve de professores ultrapassa 110 dias

Greve de professores ultrapassa 110 diasA greve dos professores das universidades federais já passa de 110 dias e não há avanços na negociação com o Governo Federal. Analisando este cenário o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) informou, através de comunicado emitido nesta segunda-feira (3), que haverá modificações na greve.

Essa manutenção não significa um avanço nas negociações. Pelo contrário, segundo Andes, a reabertura para discussão de propostas está ainda mais difícil. Por isso, novas assembléias gerais serão realizadas nesta quinta-feira(6) para definir os rumos da greve.

Mesmo com a abertura, o sindicato aponta que nas assembléias realizadas na última semana, os professores das universidades federais votaram pela continuidade da greve. Isso, mesmo depois do término do prazo estipulado pelo Governo Federal.

O documento que contém sete páginas reafirma a continuidade da greve mas abre abertura para novas assembléias afim de avaliar quais medidas erão tomadas a partir de agora. A nota diz: “o Comando Nacional de Greve reafirma a continuidade da greve e a necessidade de avaliação do movimento e da correlação de forças necessária aos enfrentamentos que se impõem, produzindo encaminhamentos e agenda de trabalho. Outrossim, pautar, nas próximas assembleias, a discussão dos horizontes da greve e o debate sobre a suspensão unificada da greve nacional dos docentes”.

Dentre as solicitações feitas pelo Andes para a realização das assembleias, está o pedido de avaliação da continuidade da greve; se esta for suspensa, decidir data para retorno das aulas; análise do Projeto de Lei 4368/2012 que foi enviado ao Congresso e pede a reestruturação da carreira de docente; alémde definir estratégias de enfrentamento; audiência com o ministro da educação Aloízio Mercadante; continuidade de atos públicos em busca da reabertura das negociações; unificação dos comandos locais e; novas estratégias de ações conjuntas com os sindicatos dos servidores, Sinasefe e Fasubra.

A GREVE

Os professores das universidades federais entraram em greve no dia 17 de maio, com a adesão de 56 universidades federais. Apenas 3 ficaram de fora. Hoje, 48 universidades e 32 institutos tecnológicos ainda resistem ao retorno das atividades.

As negociações estão encerradas desde o dia 3 de agosto. Esta foi a data limite dada pelo Governo Federal para o fim da greve, momento em que o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou o acordo proposto pelo Governo e retomou às aulas. A proposta feita pelo governo prevê uma remuneração de R$ 5.041,94 para 20 horas semanais; R$ 7.859,61 para 40 horas semanais e; R$ 17.057,74 para dedicação exclusiva.