Publicado em: quarta-feira, 15/08/2012

Greve de funcionários do governo federal gera perdas de US$ 12 milhões diários ao comércio exterior, dizem empresários

Greve de funcionários do governo federal gera perdas de US$ 12 milhões diários ao comércio exterior, dizem empresáriosSegundo dados divulgados ontem pelo presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a greve dos servidores federais está tendo grande impacto no comércio exterior, nas importações e exportações em portos e aeroportos. O impacto se dá basicamente pela paralisação dos funcionários ligados à Receita Federal, ao Ministério da Agricultura e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com Castro, o prejuízo diário é de US$ 12 milhões e tem graves conseqüências para o país. Um dos maiores problemas que o setor está enfrentando é a possível perda de contratos já feitos com empresas que importam produtos brasileiros. Esse prejuízo ressaltado pelo presidente da AEB é resultado dos 150 navios que atualmente estão parados nos portos.

Mercadorias não são liberadas sem autorização da Anvisa

O grande problema é a falta de liberalização das mercadorias para carga e descarga. Com isso os portos e aeroportos ficam parados esperando as liberalizações que voltaram a ocorrer, mas de maneira lenta nesta semana. E isso só voltou a ser feito depois que a presidente Dilma Rousseff emitiu uma nota exigindo que pelo menos um número mínimo de funcionários voltasse ao trabalho para que a população não fosse afetada pela greve de forma tão drástica. Esse cálculo de US$ 12 milhões leva em consideração somente o custo de armazenagem que é de US$ 40 mil por navio parado. Segundo o presidente da AEB as mercadorias chegam ao país e demoram para ser registradas e por isso as empresas precisam pagar pela armazenagem das mercadorias no porto. Isso gera, inclusive, um gasto adicional para as empresas. A greve dos profissionais da Receita Federal começou no dia 18 de julho, da Anvisa no dia 9 de julho e do Ministério da Agricultura no dia 6 de agosto.