Publicado em: terça-feira, 13/08/2013

Greve da Unesp tem 11% de seus funcionários de braços cruzados

Greve da UnespA Universidade Estadual Paulista deu o início de suas atividades no segundo semestre com a paralisação de seus funcionários em 11 cidades dentre as 24 demais cidades em que a Universidade está presente e possuí atividades. A grande e maior parte da greve teve início no mês de junho deste ano, mesmo antes do recesso que é previsto para o meio de ano letivo.

De acordo com informações contidas no balanço oficial da Unesp, um número de 11% dos funcionários da universidade aderiram ao movimento de greve.
Todas as bibliotecas dos campus, onde a greve foi aderida, estão contando com funcionamento parcial o que prejudica na cidade de Marília, de acordo com a direção do campus, o fechamento, por adesão de funcionários a greve, é total, desde o mês de junho.

As principais exigências por parte dos trabalhadores é que eles querem que seus salários sejam igualados a faixa salarial que é paga aos funcionários da USP atualmente. O índice desse reajuste solicitado pelos trabalhadores possuí sua variação de acordo com a área de atuação desses funcionários, o número mais alto é em relação ao salário que é pago aos técnicos de nível superior B que iria de R$ 5.221 reais que são pagos atualmente para R$ 8.125 reais.

De acordo com a reitoria da Unesp essas solicitações dos trabalhadores não estão descartadas, porém a reitoria demonstra interesse em que esses reajustes sejam feitos divididos em seis vezes, porém o sindicato quer que seja realizado de uma maneira mais rápida.

No período relativo ao primeiro semestre desse ano alguns alunos também aderiram a greve e em algumas unidades eles chegaram a ocupar a reitoria dos campus, como ocorreu na unidade de Marília

Os estudantes pedem por mais infraestrutura no que se refere a moradia e alimentação, além de aumento na ajuda de custo para alunos de baixa renda, que são as chamadas bolsas de permanência.

Os funcionários da Universidade estão programando a realização de um manifesto público em São Paulo na próxima quinta-feira, nessa mesma data o Conselho Universitário da Unesp irá realizar a votação sobre a proposta salarial.