Publicado em: sexta-feira, 01/07/2011

Grêmio estuda substitutos para vaga de Renato, mas define perfil ‘menos alegre’; Cuca é o favorito

Depois de anunciar oficialmente a saída de Renato Gaúcho da vaga de treinador, o Grêmio começa a se mexer com afinco em busca de um substituto. A folga na tabela do Campeonato Brasileiro, ocasionada pelo compromisso da Seleção Brasileira diante da Venezuela pela Copa América no domingo, às 16h, deixa um pouco mais de tempo para os dirigentes tricolores. No entanto, existe um consenso no Olímpico de que é necessário trazer um comandante mais defensivo.

Renato, que foi demitido após o empate em 2 a 2 com o Avaí em casa, possuia abertamente um profundo gosto pelo ataque – como sua própria função nos tempos de jogador evidenciava. E essa ofensividade dentro de uma equipe não tão eficaz foi vista como um dos pontos negativos de sua trajetória nesse ano. O elenco limitado do tricolor gaudério na temporada 2011, recheado de nomes jovens e de pouca experiência, foi um dos principais responsáveis pela queda no primeiro mata-mata da Libertadores, diante da Universidad Católica-CHI, e pela perda traumática do Gaúchão para o Inter nos pênaltis, em casa.

Para a direção gremista, tanto elenco atual quanto a história do clube trazem a necessidade por um estilo mais defensivo e peleador. O presidente Paulo Odone jamais negou o gosto pela marcação e força, características regionais do futebol do Rio Grande do Sul.

Embora o ex-técnico do Cruzeiro não seja reconhecido por tais marcas, Cuca ainda assim segue como grande favorito a ficar com o cargo de comandante. O ex-atacante do próprio Grêmio na década de 1980 já passou pelo Olímpico como treinador em 2004, ano fatídico em que o clube amargou a última posição do Brasileirão, e foi rebaixado. Outros nomes especulados, e não necessariamente sem clube, são Dorival Junior (técnico do Atlético-MG), Adilson Batista (ex-Atlético-PR) e Celso Roth (campeão sulamericano com o Inter em 2010).