Publicado em: quinta-feira, 01/08/2013

Governo volta atrás e retira proposta de aumentar em dois anos o curso de medicina

Governo volta atrás e retira proposta de aumentar em dois anos o curso de medicinaDepois de muita polêmica, o governo federal decidiu voltar atrás na proposta de aumentar a duração dos cursos de medicina no país em dois anos. A oficialização da decisão aconteceu na quarta-feira (31). A ideia de aumentar os cursos de medicina em dois anos tinha sido dada há cerca de um mês e tinha como objetivo fazer uma junção com o programa mais médicos. Pela proposta do governo, nesses dois anos a mais de curso, os estudantes de medicina trabalhariam no Sistema Único de Saúde, o Sus.

No entanto, o governo mudou de ideia. Agora, a ideia é de que a residência médica se torne obrigatória a partir do ano de 2018, depois do curso normal de medicina, com seis anos duração, como é hoje em dia. Atualmente, a residência médica não é uma prática obrigatória para um estudante se formar em medicina e nem para que ela exerça efetivamente a profissão de médico.

Residência médica obrigatória para estudantes

Se a proposta da residência médica obrigatória for mantida, ela será exigida dos estudantes que ingressaram no curso de medicina a partir do ano de 2012. No modelo que está sendo proposto pelo governo federal, o primeiro ano da residência médica de clínica geral e outras especialidades de residências seria realizado nos serviços de emergência e urgência do Sistema Único de Saúde.

Inicialmente, essa ideia foi apresentada pela Associação Brasileira de Educação Médica e foi acatada pelo governo depois das inúmeras críticas recebidas diante da proposta em se aumentar em dois anos a carga horária do curso de medicina.

Ao contrário da proposta antiga, a proposta de obrigatoriedade de residência médica está dendo apoiada por especialistas e também pelos cursos de medicina oferecidos em universidades federais de todo o país.