Publicado em: quinta-feira, 20/12/2012

Governo poderá prorrogar outra vez o IPI de carros

Celulares piratas devem significar 12,7% de aparelhos vendidos em 2012O governo deverá fazer a prorrogação por mais um período da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que cobra de para a venda de veículos de passeio, que estava marcado para vencer no final do mês de dezembro.

A proposta que a equipe econômica encaminhou até a presidente Dilma Rousseff, irá prever que ocorra uma redução gradual deste benefício, até que seja totalmente subtraído no fim do primeiro semestre do ano que vem.

O Ministério da Fazenda fez a avaliação de que no momento atual, é importante que seja mantido o estímulo fiscal neste setor, para que seja garantida o crescimento da economia para o início de 2013.

O sim (ou não) para esta questão será dado pela presidente Dilma Rousseff, que ficou preocupada com o baixo ritmo da economia neste ano. O Brasil deverá ter crescimento de apenas 1% em 12 meses.

Com este aumento de maneira gradual do imposto que já tinha sido discutido junto a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que concordou com com a proposta que foi chamada de “escadinha”.

Se ela fora aceita, esta vai ser a terceira prorrogação seguida do imposto desde que foi anunciado, no dia 21 de maio. A primeira delas ocorreu no mês de agosto, a segunda foi em outubro, com prazo final no dia 31 de dezembro.

As vendas de carros aumentaram durante os meses que a medida era prevista para terminar (agosto e outubro) e ficaram reduzidas durante os outros meses (setembro e novembro).

Este benefício tem sua variação conforme a potência de cada motor e depende também se o automóvel foi produzido no Brasil ou em outro país. Os veículos que tem potência de até mil cilindradas e são produzidos no Brasil, tem alíquota o seu IPI que era de 7% reduzido para 0. Já em veículos com até 2.000 cilindradas, o IPI reduziu de 11% para 5,5% em modelos álcool ou flex. Já nos modelos a gasolina, caiu de 13% para 6,5%.

O governo também tem avaliado prorrogar o benefício para produtos da chamada linha branca, como em máquinas de lavar, em fogões e geladeiras. Estas medidas podem ter sido alvo de discussão durate a noite desta terça-feira (18) em reunião entre o ministro da Fazenda Guido Mantega e a presidente Dilma Rousseff.