Publicado em: quarta-feira, 25/07/2012

Governo oferece nova proposta de reajuste a professores universitários


Ontem o governo federal ofereceu nova proposta aos professores por meio da reunião feita com as entidades sindicais representantes da categoria. Os professores queriamuma nova proposta de reestruturação da carreira docente. A greve já dura 70 dias e agora o governo ofereceu um reajusto de até 25% para início de carreira e de mais de 40% para professores titulares e cm dedicação exclusiva. O aumento que entraria em vigor somente em julho de 2013 agora foi antecipada para março. O governo espera agora uma resposta das decisões tomadas pelos professores em assembleia.

Primeira proposta não agradou aos professores e foi desaprovada pela categoria

O governo já havia apresentado uma proposta na semana passada, no entanto os sindicatos não aceitaram e reivindicavam um aumento mais satisfatório. Na primeira proposta os aumentos variavam de 12% a 45%, mas os sindicatos alegaram que a proposta não contemplava todos os níveis de docentes e a reestruturação beneficiava somente os que estavam no final da carreira e que já tinham doutorado. Com a proposta do novo aumento de 7,7% apresentada ontem aos professores, o governo terá um gasto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento Federal. Um gasto R$ 300 milhões a mais que os R$ 3,9 bilhões calculados no início. O aumento ocorrerá a partir de 2013 com o primeiro salário a ser recebido em março de 2013. Segundo Sérgio Mendonça, secretário das Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, indica que o governo está cedendo para terminar logo a greve. Segundo ele, o governo espera fazer um acordo co ma categoria. Para Marco Antônio de Oliveira, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, essa parece ser a proposta final, pois o governo já chegou ao limite, principalmente no quesito valores. Ele lembrou ainda que é preciso destacar que o mundo vive um ambiente de incerteza em decorrência da crise internacional.

Governo pediu aos servidores que façam uma trégua de 15 dias

O governo federal pediu ontem aos servidores que estão em greve que façam uma trégua de, pelo menos,15 dias na paralisação. O governo pretende negocias os 12 dias em que não houve pagamento em junho. Essa foi uma sugestão do ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. O objetivo é manter um diálogo com os servidores. A proposta não foi bem recebida pelos grevistas. Othon Pereira, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindisep-DF), disse que o governo não possui uma proposta clara às reivindicações dos servidores e também não disse se haverá aumento de 1 centavo ou de 1 milhão. A declaração foi dada por Pereira logo após sair da reunião com Carvalho. Conforme explicou a Secretaria-Geral, esse pedido de trégua foi feito pelo ministro para diminuir o impacto da greve, mas não é uma proposta formalizada pelo governo. Foi somente uma proposta feita pelo ministro aos trabalhadores. Segundo ele seria uma forma de evitar perdas salariais. O representante do sindicato disse que a proposta é, de início, inaceitável, no entanto será levada para debate, ainda durante essa semana, com todos os grevistas. Há uma nova reunião agendada esta semana entre os representantes dos comandos de greve com Sérgio Mendonça, secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público. Ele é o responsável em fazer as negociações com os servidores. Servidores dizem não ter garantia de que em 15 dias o governo apresentará uma boa proposta

Segundo o representante dos servidores em greve, não há garantia nenhuma de que passados 15 dias a proposta que o governo apresentará será vantajosa. Segundo ele o governo não falou nada sobre as possibilidades de reajuste para o próximo ano. A única coisa que foi dito, segundo ele, foi que haveria uma proposta para 2013, no entanto não foram repassados valores e índices.