Publicado em: quarta-feira, 11/04/2012

Governo não reduz imposto e bancos privados não baixam as taxas

Embora o governo tenha iniciado uma discussão com os bancos privados para diminuir os spreads bancários, a discussão não avança em função da falta de acordo entre as partes. O spread é a diferença entre o custo que o banco possui para captar dinheiro e aquela taxa cobrada posteriormente dos clientes nos empréstimos. O maior problema alegado pelos bancos para não diminuir a taxa é que os impostos são elevados. No entanto, o próprio governo não quer diminuir as taxas de impostos para os bancos.

Dados dos bancos mostram que a carga tributária e dos compulsórios chegam a equivaler a 26% do spread. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) discorda em diminuir o spread, caso o governo não diminua as taxas. No entanto, o governo não pretende baixar os tributos. De acordo com a Febraban, há uma lista de itens necessários para que haja queda nos bancos. O governo quer investir nos cortes, porém não abre mão da taxa tributária cobrada anualmente.

Bancos reclamam das altas taxas tributárias</h3

Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), afirma que o que possui mais impacto e que pode diminuir mais rapidamente o spread são as taxas tributárias. As que mais incomodam o setor bancário são o IOF, o Cofins e a CSLL. Portugal reclama que os bancos têm uma carga tributária mais pesada que outros setores da economia. O presidente da Febraban se reuniu com Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e com assessores do ministro Guido Mantega.

Portugal alegou ainda que a Federação pede ainda que o governo reduza os compulsórios. Trata-se de um taxa que os bancos precisam pagar ao Banco Central anualmente. Segundo o presidente da Federação, o Brasil é o país que possui os compulsórios mais altos do mundo e por isso não pode baixar o spread sem auxílio do governo federal.