Publicado em: segunda-feira, 22/08/2011

Governo israelense declara não ter recebido comunicado oficial sobre embaixador egípcio

Em comunicado divulgado neste sábado (20) pelo porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Yigal Palmor, o governo do país declara não ter recebido nenhum comunicado oficial sobre a retirada do embaixador egípcio. Cinco policiais do Egito foram mortos na região da fronteira entre os dois países, na Península do Sinai. Com os ataques, o governo israelense teria quebrado as regras do acordo de paz firmado entre as duas nações em 1979, o qual se refere específicamente ao deserto do Sinai.

De acordo com um relatório divulgado pela Força Multinacional de Paz, posicionada no Sinai desde que o acordo se tornou oficial, “Israel cometeu duas violações: cruzaram a fronteira e dispararam do lado egípcio”. Acredita-se que as mortes dos oficiais egípcios, causadas por um ataque aéreo, tenham sido uma retaliação pelos ataques de quinta-feira (18) na região de Eilat, em Israel e também na fronteira com o Egito, no qual oito israelenses morreram.

O governo egípcio exigiu um pedido de desculpas oficial e que um processo de investigação fosse aberto imeditamente para que seja apurada a autoria do crime e que os responsáveis sejam devidamente punidos. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, declarou que “Israel lamenta a morte de policiais egípcios durante o ataque na fronteira israelense-egípcia”.

Neste sábado, o governo egípcio anunciou que retiraria o seu embaixador de Israel. Esse episódio se classifica como a primeira grande crise desde a queda de Hosni Mubarak em fevereiro. O governo de Israel usa como argumento que o novo governo perdeu o controle sobre a região da fronteira entre os dois países.