Publicado em: terça-feira, 22/11/2011

Governo egípcio renuncia em meio aos protestos que se alastram por quatro dias

O governo egípcio renunciou na segunda-feira (21) em protesto às medidas violentas de repressão que as Forças do Exército vêm empregando contra civis. Essa é a pior crise no Egito desde a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, pois os civis exigem que os militares deixem o comando do governo. Os civis protestam para que o comando do país seja entregue a líderes civis. As manifestações, que agora duram há quatro dias, deixaram 36 mortos e 1.250 feridos.

Depois que o governo havia anunciado sua renúncia, uma televisão local transmitiu que as Forças Armadas rejeitaram essa medida. Porém, o ministro da Informação, Osama Haikel, declarou a outra agência que o Exército ainda não havia se manifestado sobre o assunto. Na noite de segunda-feira, o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) convocou uma reunião de emergência para discutir a atual situação no Egito e a questão da renúncia do governo.

O comunicado divulgado informa que “o CSFA convoca urgentemente todas as forças políticas e nacionais ao diálogo para examinar as causas que agravaram a atual crise e os meios para se encontrar uma saída, o quanto antes, para se preservar a paz nacional”. Essa reunião teria sido convocada em reação à renúncia de todos os integrantes do governo.

Os manifestantes acusam o atual regime militar de perpetuar o regime anterior, liderado por Mubarak, pois o governo continua com característica militar. Nessa crise foram registradas violações contra os direitos humanos piores do que aquelas identificadas durante o governo de Mubarak. Por isso, civis voltaram a sair às ruas para protestar.