Publicado em: quinta-feira, 21/06/2012

Governo egípcio adia resultado das eleições

Estava previsto para hoje o anúncio do resultado das eleições para presidente no Egito, mas, a Comissão Eleitoral do país adiou o anúncio, aumentando a expectativa sobre quem será o candidato que irá tomar o posto de Hosni Mubarak, o antigo presidente deposto.

No final da noite de quarta feira (20), a agência de notícia local MENA divulgou que a comissão eleitoral do Egito havia decidido adiar a divulgação dos resultados no segundo turno da votação, sem deixar prevista nenhuma nova data para o anúncio.

O segundo turno foi realizado no último final de semana, entre os dias 16 e 17. Disputam o cargo de presidente o integrante da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi e o ministro de Mubarak, general Ahmad Shafiq.

O adiamento ocorreu por conta da análise da Comissão Eleitoral, que verificava os recursos levantados pelos advogados dos dois concorrentes, que envolviam a violação de regras eleitorais e apuração de votos. A comissão afirmou que isto exigiria mais tempo para que se pudesse realizar o anúncio definitivo.

Incertezas

O anúncio acontece em meio a inúmeras a respeito do estado de saúde do ex-ditador Mubarak, mesmo depois da publicação de uma grande quantidade de matérias divulgadas sobre a saúde dele.

Uma fonte médica ligada ao caso de Mubarak revelou à uma agência de notícias americana que o ex-ditador não é considerado como clinicamente morto, como teriam divulgado. A fonte afirmou que eles estariam em coma e contando com tentativas de reanimação dos médicos e a respiração mantida por aparelhos.

Independente do resultado, o novo presidente eleito não conquistará o poder praticamente absoluto mantido por Mubarak ao longo de quase trinta anos. Isso porque o SCAF liberou no domingo, uma declaração reivindicando amplos poderes no país.

Quem assumir a posição de Mubarak terá ainda que lidar com uma complicada situação econômica, além da ampliação da insegurança no país e a proposta de manter unida uma nação que se dividiu por revoltas e inúmeras mortes.

No mesmo documento, o SCAF afirma que o Conselho deve ainda retomar os poderes legislativos do parlamento, que foi totalmente dominado por grupos islamitas depois que a corte constitucional determinou a dissolução do parlamento. Tudo isso na semana passada.