Publicado em: quarta-feira, 18/04/2012

Governo diz que apresentará resposta ao MST na quinta-feira

Pepe Vargas, ministro do Desenvolvimento Agrário, reabriu ontem as negociações com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). O grupo cobra os assentamentos de algumas famílias que foram incluídas nos programas do governo. Além disso, pedem melhores condições para aproximadamente 186 mil famílias que atualmente vivem nas margens das rodovias. O governo havia parado as negociações pedindo que o grupo desocupasse o MDA (Ministério Desenvolvimento Agrário).

O MST havia entrado em alguns prédios públicos com o objetivo de marcar a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. Ontem os sem-terra saíram dos prédios e o ministro prometeu voltar a negociar. Vargas já recebeu os dirigentes do MST e disse que vai encaminhar a pauta de reivindicações do grupo ao Palácio do Planalto. Ontem o ministro disse aos dirigentes que uma resposta será dada até amanhã, quinta-feira (19).

Segundo Valdir Misnerovicz, que participou da reunião com o ministro, o encontro foi tranquilo. Misnerovicz disse que os dirigentes apresentaram suas insatisfações e pediram que o governo seja mais ágil para preparar os assentamentos. O ministro recolheu as reivindicações e disse que a decisão é política e precisa de discussões no Palácio do Planalto, por isso não assumiu compromissos. Segundo a assessoria do MDA, o ministro também pediu as integrantes que participaram da reunião que desocupassem os prédios para que o governo voltasse às investigações. A agenda foi estabelecida em reunião entre o ministro e outros membros do governo, incluindo Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Segundo Misnerovicz, há cerca de 4 milhões de famílias esperando receber terra do governo federal. No total são 186 mil famílias acampadas e que convivem com a pobreza. O MST também pede ao governo que sejam abertas linhas de crédito para a organização de cooperativas de produção para auxiliarem os agricultores. Além disso, pede ainda atenção para a educação no campo para que não haja migração dos jovens para a zona urbana.