Publicado em: sábado, 31/03/2012

Governo deve isentar folha de pagamento de setores exportadores

Está marcado para terça-feira o anúncio do governo sobre a isenção da folha de pagamento voltada para empresas exportadoras. Essa informação foi repassada para a Reuters por uma fonte que trabalha nessas negociações. Segundo o governo essa é a medida mais importante para estimular e ampliar a competitividade das empresas no exterior, principalmente para competir com produtos chineses que possuem um preço mais baixo. Em função da valorização excessiva do dólar, a exportação de produtos brasileiros ficou inviabilizada e as empresas passaram a reclamar com o governo da falta de medidas para o setor.

Com essa desoneração da folha de pagamento dos trabalhadores, será possível melhorar a competitividade dos setores e isso deve ainda incentivar as vendas para o exterior, segundo a fonte que repassou as informações à Reuters. A retirada do INSS da folha será uma diminuição expressiva nos gastos da empresa, o que viabiliza um preço mais competitivo nas exportações. Nessa etapa da desoneração, serão beneficiados os setores
têxtil, moveleiro e de autopeças.

O objetivo do governo é, também, incentivar a exportação de manufaturados pelas empresas. O anúncio esperado para terça feira será de que 20% do imposto sobre a folha vão cair e será substituído por 1% sobre o faturamento das empresas. Além disso, outra informação relevante é que a parte da produção destinada à exportação não será tributada, ou seja, esse 1% vale apenas para aquilo que será comercializado internamente. Isso auxilia ainda mais as exportações, pois o imposto será praticamente zerado.

Segundo a fonte, o governo estuda ainda a possibilidade de diminuir ainda mais a carga tributária desses setores. Pode ser que ao invés de 1% sobre o faturamento, seja cobrado apenas 0,8%. No entanto, a grande limitação para isso é o caixa que em 2011 não teve tanta arrecadação para assumir este risco. Em contrapartida por esse auxílio dado pelo governo aos setores industriais, as empresas deverão ampliar os investimentos e não fazer demissões de empregados.