Publicado em: sábado, 10/03/2012

Governo desonera setor industrial

Para melhorar o desenvolvimento da indústria, o governo brasileiro tem tomado novas medidas. O crescimento de apenas 1,6% da indústria no ano passado exigiu novas políticas voltadas para o setor. Ontem o governo já apresentou ações diferenciadas para além do corte nos juros. Guido Mantega, ministro da Fazenda anunciou que o governo pretende desonerar a folha de pagamento para evitar gastos do setor industrial.

Essa medida foi tomada em conjunto com empresários do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial quando se reuniram ontem em São Paulo para discutir os problemas do setor. O objetivo dessa medida, segundo Mantega, é diminuir os custos trabalhistas para o setor empresarial. Todos os setores industriais que quiserem podem participar desse processo.

De acordo com Mantega a desoneração ainda está sendo discutida entre os setores que participaram da reunião, mas a idéia inicial é zerar o pagamento do INSS, que equivale a 20% do salário. O próximo passo é identificar uma nova alíquota para substituir o INSS, mas provavelmente será algo que possa beneficiar o ramo produtivo. É preciso, por exemplo, oferecer vantagens aos produtos nacionais em relação aos importados, sendo que estes terão que arcar com a alíquota equivalente àquela retirada do setor industrial brasileiro. Mantega, no entanto, não afirmou o período de duração da isenção. Apenas disse que inicialmente a proposta é de um ano, mas não se sabe como será depois, pois essa questão ainda está sendo discutida com os setores interessados.

Isenção beneficiará empresas do Grande ABC

Integrantes do setor industrial do Grande ABC receberam a notícia sobre a desoneração com satisfação. Para Shotoku Yamamoto, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo essa ação do governo vai ser importante, principalmente, para as pequenas e médias empresas. Nessas empresas menores a mão de obra é um dos grandes gastos mensais do orçamento, ou seja, a folha de pagamento tem grande impacto no preço final dos produtos. Com a queda de 20% do INSS, possivelmente os produtos terão um preço mais acessível, aumentando as vendas e, consequentemente, movimentando a indústria.