Publicado em: quinta-feira, 28/07/2011

Governo de Kadafi reage à decisão britânica de expulsar embaixadores líbios

Representantes do governo de Muammar Kadafi, ditador da Líbia, afirmaram que a atitude do Reino Unido de reconhecer os rebeldes do Conselho Nacional de Transição (CNT) como o novo governo oficial do país foi “irresponsável” e “ilegal”. O governo britânico informou nessa quarta-feira (27) aos embaixadores líbios que tinham o período de três dias para se desligarem da sua embaixada e retornarem ao seu país. Além do Reino Unido, nações como Estados Unidos, França e Itália fizeram a mesma coisa.

Em contrapartida, o vice-chanceler líbio, Khaled Kaaim, afirmou que tal atitude de reconhecer os rebeldes como o verdadeiro governo do seu país é uma “violação das leis britânicas e internacionais”. Ao mesmo tempo, Kadafi enviou uma mensagem aos seus simpatizantes por meio de um arquivo de áudio, no qual afirma que vai continuar com a luta pela sua permanência no poder, mesmo que tenha que custar “nossas vidas, as vidas de nossas mulheres e crianças. Estamos prontos para (nos) sacrificarmos para derrotar o inimigo.”

As manifestações contra o governo de Kadafi começaram em fevereiro desse ano, na sequência de outras iniciativas que aconteceram no Oriente Médio, como no Egito, por exemplo. Os rebeldes tem o objetivo de destituir Kadafi do poder, sendo que o ditador completou 42 anos no comando do país.

Os embaixadores que foram convidados a se retirarem ocupavam sete cadeiras na embaixada líbia do Reino Unido. Até o momento, o governo britânico ofereceu que o CNT escolhesse um representante para garantir a presença da nação na sua embaixada.