Publicado em: segunda-feira, 07/11/2011

Governo de Israel nega ataque hacker a sites oficiais

O governo de Israel desmentiu os boatos que os sites oficiais teriam sido invadidos por ataques hackers, pois no domingo (06) foi possível perceber que os endereços virtuais estavam fora do ar. A explicação para que os sites teriam sido invadidos por hackers surge a partir da interceptação contra as flotilhas que tentavam furar o bloqueio à Faixa de Gaza e por isso grupos estariam protestando contra o governo. Antes do governo ter negado a invasão, o crime foi atribuído ao grupo Anonymous.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, publicou na sua página do Facebook que o motivo para os sites terem saído do ar foi em decorrência de um problema técnico nos servidores. Até aquele momento, Netanyahu havia declarado que os endereços eletrônicos estavam fora do ar pelo período de algumas horas. O premiê também informou que as suas equipes técnicas estavam resolvendo o problema. O jornal diário ‘Ha’aretz’ também publicou informações oficiais.

A marinha israelense conseguiu interceptar os barcos Saoirse (“Liberdade”, em gaélico) e Tahrir (“Libertação”, em árabe) na sexta-feira (04). O primeiro portava bandeira irlandesa, enquanto o segundo uma bandeira canadense. Depois de terem sido interceptados, os barcos foram levados ao porto de Ashdood, ao sul de Tel Aviv, capital de Israel.

A atribuição ao Anonymous veio depois que o grupo publicou um vídeo no YouTube prometendo a operação que derrubaria os sites do governo. A comunidade hacker também é conhecida por ter sido a responsável por ataques a empresas que bloquearam doações ao site WikiLeaks, que publica documentos oficiais e considerados secretos que “vazam” na rede.