Publicado em: sexta-feira, 21/02/2014

Governo corta R$ 44 bi do orçamento e prevê esforço fiscal de 1,9% do PIB

Governo corta R$ 44 bi do orçamentoCom o intuito de pagar os juros da dívida pública e chegar ao superávit primário, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão anunciou no início da tarde desta quinta-feira (20) um corte de mais de R$ 44 bilhões em gastos no orçamento em 2014, superando o corte feito em 2013, de R$ 28 bilhões.

Além disso, o governo também afirmou que para este ano, o esforço fiscal será de 1,9%, justamente para que a economia brasileira não feche em saldo negativo. Entretanto, o valor ficou abaixo dos 2,1% anunciados na proposta orçamentária de 2014.

No ano passado, o esforço fiscal da União foi de 1,9% do PIB, e somou mais de 95 bilhões, valores abaixo da meta anunciada pelo Governo Federal.

Crescimento econômico

A previsão para o crescimento do PIB brasileiro para este ano também sofreu uma queda, o governo baixou a meta de 3,8% para 2,5%. Apesar do “reajuste”, a expectativa é de que a economia brasileira está bem acima do esperado, e deverá fechar este ano em 1,79% além do estimado.

Reajustes:

Para manter as contas em dia, a previsão é de que o governo realize desonerações tributárias e faça abatimentos que podem chegar a 58 bilhões apenas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), medidas que já foram aprovadas pelo Legislativo.

Internet 4G:

O investimento do governo federal para 2014 na cobertura 4G será o dobro do que havia sido previsto. A estimativa inicial era de R$ 6 bilhões, elevados para R$ 12 bilhões, incluindo antenas, concessões federais, e etc.

No entanto, os bloqueios realizados pelo Governo Federal poderão afetar seriamente na economia. Dos R$ 44 bilhões que serão utilizados para pagar os juros da dívida externa, R$ 13,5 bilhões são em despesas obrigatórias.O pagamento de benefícios da Previdência Social deve somar em 2014, R$ 386,91 bilhões. Cerca de R$ 1,37 bilhão a menos do que o valor aprovado pelo Congresso Nacional (R$ 388,28 bilhões).

Outro setor que será prejudicado pela redução fiscal será o de pagamento de subsídios e subvenções, o qual terá uma redução de R$ 14,67 bilhões, também já aprovados pelo Legislativo.