Publicado em: quinta-feira, 04/08/2011

Governo consegue impedir instauração da CPI dos Tranportes

Com a retirada das assinaturas de senadores que haviam confirmado o apoio à criação da CPI dos Transportes, o governo conseguiu tempo para que um acordo fosse feito e a Comissão não fosse levada adiante. As promessas feitas pelo Palácio do Planalto foram acelerar as obras prejudicadas pelo escândalo de superfaturamento, dar apoio ao candidato que a oposição escolher para o Tribunal de Contas de União (TCU) e garantir a presença da presidente Dilma Housseff na inauguração de uma ponte.

O ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, prestou depoimento ontem (03) para falar sobre a sua atuação no Ministério e se defender das acusações que foram realizadas contra a sua gestão e inclusive contra o seu filho. Após seu discurso, senadores decidiram retirar seus nomes da lista para instaurar a CPI. Em determinado momento, o senador líder da oposição ao governo, Álvaro Dias (PSDB-PR) havia anunciado que as 27 assinaturas necessárias estavam coletadas.

No momento em que os senadores João Durval (PDT-BA) e Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) anunciaram que não apoiariam mais a CPI, o requerimento para a sua instauração não estava mais válido, pois a oposição conseguiu apenas o número mínimo para a sua abertura. Com relação ao favores garantidos pelo Planalto, Durval exigiu que o governo apoiasse a candidatura de seu filho, Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), ao cargo de ministro do TCU.

Com isso, caso a oposição ainda queira instalar a CPI dos Transportes, é necessário que a coleta de assinaturas seja feita novamente e que atinjam o mesmo número mínimo de 27 nomes. Com as 25 assinaturas restantes, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), arquivou o requerimento.