Publicado em: sexta-feira, 19/10/2012

Governo colombiano e Farc iniciam negociações de paz

Governo colombiano e Farc iniciam negociações de pazNesta quinta-feira, 18 de outubro, o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) iniciaram as negociações que buscam atingir a paz após décadas de conflitos no país. O diálogo está sendo realizado na Noruega, tendo autoridades do país como mediadoras.

Esforço mútuo

O resultado destes diálogos ainda é uma incógnita, mas espera-se que, finalmente, o governo e os guerrilheiros alcancem um acordo. Ambas as partes se mostraram interessadas em promover a paz no país. O negociador do governo colombiano é Humberto de la Calle, ex-vice presidente do país.

De acordo com Humberto, o governo e a guerrilha devem se esforçar mutuamente para colocar fim nos conflitos. O negociador também elogiou as Farc por cumprir com rigor, até o momento, sua parte nos acordos.

Uma nova reunião já está marcada para o dia 15 de novembro, em Havana, capital cubana. Neste encontro, o foco será o desenvolvimento agrário da Colômbia. A esperança do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, é que as Farc estejam enfraquecidas a ponto de se interessarem pela paz no país.

Clima tenso

Esta é a quarta tentativa de negociação de paz na Colômbia. Apesar dos esforços dos dois lados, o clima continua tenso entre rebeldes e militares. As Farc, recentemente, danificaram setores de energia e mineração na Colômbia. O presidente colombiano afastou a possibilidade de cessar-fogo durante as negociações.

Futuro

Caso um acordo finalmente seja alcançado, a Colômbia deve vivenciar um grande desenvolvimento em poucos anos. A situação no país tem afastado turistas e investidores. Em 2002, por exemplo, o investimento externo na Colômbia foi de U$2 bilhões. Em 2012 a expectativa é que chegue aos U$17 bilhões.

A maioria do povo colombiano é favorável à negociação de paz. Contudo, mais da metade deles é contra a participação dos guerrilheiros na política do país. Muitos deles, inclusive, são contrários à anistia aos rebeldes.