Publicado em: segunda-feira, 07/04/2014

Governo busca “meio termo” para reajuste de combustíveis

Governo busca “meio termo” para reajuste de combustíveisA presidente Dilma Rousseff já anunciou reajuste no valor do diesel e da gasolina. Mas, o governo afirma que está buscando um valor médio para não afetar tanto o setor de açúcar e álcool. Apesar disso, Dilma deixa claro que nem sempre isso é possível e que os preços podem não se estabelecer no patamar que as pessoas esperam.

Os usineiros do interior de São Paulo já mostraram a indignação por uma política para atender o setor. Em contrapartida, o governo tem que lidar com a reclamação da alta dos combustíveis por parte dos motoristas. Dilma afirma que não se pode aumentar os valores porque existe um conflito internacional. Ela se refere à discussão entre União Europeia e Rússia ou mesmo entre os Estados Unidos e o Irã.

A economia nacional dá sinais de desaceleração. Apesar disso, a venda de combustíveis e o uso da energia elétrica tiveram crescimento alto no início do ano de 2014. No mês de janeiro, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que a venda tanto de etanol quanto de gasolina de distribuidoras para os postos teve crescimento de mais de 10%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Já em relação à energia elétrica, a demanda subiu 10,6% nos dois primeiros meses de 2014. As informações são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O governo está controlando o valor da gasolina nas refinarias, mas o consumidor encontra preços altos nos postos de combustíveis por conta da demanda. Dados da ANP mostram a média do preço do litro da gasolina em R$3 em pesquisa feita em 12 capitais brasileiras. O maior mercado de consumo é São Paulo, onde a gasolina pode ser encontrada por até R$ 3,59.

No mês de março, a gasolina da capital paulista teve aumento de 1,90%. Já o etanol subiu mais ainda ficando R$6,33% mais caro. O aumento da frota de veículos vem sofrendo aumento o que demanda maior consumo de combustíveis.