Publicado em: quarta-feira, 14/03/2012

Governo analisa desenvolvimento de sistema para pagamentos através do celular

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, declarou ontem, terça-feira (13), que o governo brasileiro está estudando o desenvolvimento de um sistema de pagamento de faturas via celular. Este projeto prevê o uso do telefone como um cartão de crédito, que seria usado para pequenas compras.

Bernardo e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, discutiram o assunto numa reunião realizada também ontem. Segundo Paulo Bernardo, a proposta é conseguir incluir mais pessoas no sistema bancário.

O novo sistema irá implicar que o usuário possua uma conta em banco para usar o sistema, além do fato de as operadoras telefônicas não poderem realizar nenhum tipo de empréstimo. O celular servirá apenas como um modo para que o cliente autorize o débito do pagamento na conta do usuário.

“Estamos pensando em um aposentado, que mora em uma local que não tem banco, e que se desloca para receber a aposentadoria. Ele faz o saque e pode até ser roubado. Ele vai poder fazer compras via celular, que vai funcionar como um cartão de débito”, explicou.

Especificações do sistema

Paulo Bernardo ainda afirmou que o sistema poderá ser usado somente para compras de pequeno porte. De acordo com o ministro, será preciso uma nova lei, aprovada no Congresso, para que seja permitido o funcionamento do sistema.

Técnicos tanto do Ministério das Comunicações quanto do Banco Central irão discutir durante os próximos meses o desenvolvimento deste projeto. O ministro espera que o projeto de lei seja encaminhado ao Congresso ainda este ano.

De acordo com Bernardo, o sistema funcionará de forma parecida com o de troca de mensagens pelo celular. A loja solicita o débito de uma compra e o cliente só precisa autorizar através do aparelho. Não será necessário possuir um smartphone era usar o sistema, que de acordo com Bernardo, não será cobrado nenhuma taxa alta do usuário. “[O sistema] tem que ser acessível. Ou não cobrar [taxa de uso] ou cobrar pouco, senão você vai criar uma barreira e esse não é o nosso interesse”, afirmou o ministro.