Publicado em: quinta-feira, 19/07/2012

Governo afirma que professores terão reajuste acima da inflação

Na última quarta feira (18), o Ministério do Planejamento informou estar trabalhando na proposta de reajuste dos docentes de carreira universitária, apresentada a categoria pelo governo federal na sexta feira. De acordo com o Ministério, o reajuste salarial proporcionaria ganhos salariais, até o ano de 2015, acima da inflação.

Entretanto, a categoria afirma que a inflação irá corroer o salário até este ano. O Planejamento divulgou uma nota a imprensa onde afirma estar mantendo uma política para valorização da carreira, declarando ainda ter iniciado este trabalho em 2003, período onde os professores teriam começado a receber aumentos reais de salário.

O Ministério apresentou ainda a remuneração dos trabalhadores em dezembro de 2002, indicando como ficaria o salário se aceitassem a proposta realizada. Por exemplo, docentes com dedicação exclusiva e doutorado contam com salário inicial no valor de R$ 2.436, sendo que com o reajuste, chegaria a R$ 8.439 em 2015. Quando conseguisse atingir o topo da carreira, o valor seria de R$ 17.057.

Entretanto, a tabela publicada pelo órgão indica que professores com mestrado, atuando em regime de 40 horas semanais, contariam com um aumento real de somente 0,55% no final, mesmo que até 2015, podendo chegar a R$ 5.502

Posicionamentos

Os representantes dos sindicatos locais da categoria afirmam que a proposta iria beneficiar apenas os docentes que já alcançaram o topo da carreira. De acordo com Marinalva Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior, a Andes, a oferta atual não está atendendo às reivindicações.

Ela lembra que a categoria pede por uma reestruturação na carreira, considerando melhorias para todos os níveis, apontando que atualmente, a proposta não beneficia o professor graduado e nem mesmo o doutorado.

Os cálculos realizados pelo órgão para a proposta descontam o valor da inflação do período. Nos próximos três anos, o impacto fiscal desta proposta aos professores das universidades federais resultara no valor de R$ 3,9 bilhões.

Está agendado para o dia 23 o próximo encontro entre os representantes da categoria e do governo feral. A greve já dura há dois meses e até a próxima reunião, a paralisação continua. De acordo com dados da Andes e do Sinases, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, a greve atinge cinqüenta e sete das cinqüenta e nove instituições federais de ensino superior.